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Silva, João Paulo Esteves da

piano e composição

Nasceu em Lisboa em 1961 de mãe pianista. Começou muito cedo os seus estudos musicais, na Academia de Santa Cecília, iniciando-se rapidamente no piano. Posteriormente, ingressou no Conservatório Nacional, onde, em 1984, obteve o diploma do Curso Superior de Piano com a classificação máxima. Com uma bolsa de estudo da Secretaria de Estado da Cultura, muda-se imediatamente para Paris. Aí, durante três anos, aprofunda os seus estudos no Conservatório de Rueil-Malmaison e obtém sucessivamente as mais altas distinções - Médaille d' Or, Prix Jacques Dupont, Prix d' Excellence e Prix de Perfectionement. Terminados os estudos, permanece em Paris durante mais quatro anos, dando vários recitais em França e Estados Unidos, dos quais se destacam os de Nova Iorque (Carni Hall em 1986 e Carnegie Hall em 1989). Mas quando abandona Portugal, em 1984, interrompe uma já extensa actividade na área do jazz e da música popular. O primeiro reflexo público dessa sua actividade musical surge em 1979, com a participação do grupo Quinto Crescente no Festival de Jazz de Cascais 79. Esta formação, que ainda hoje perdura na memória de muita gente, era constituída, para além do próprio João Paulo (piano), por Luís Caldeira (saxofone), Laurent Filipe (trompete), Pedro Wallenstein (contrabaixo) e José Martins (bateria). Entre 1979 e 1981, com o contrabaixista José Eduardo e o baterista José Martins, forma um trio, famoso na época, que desenvolveu concertos e serviu como base de acompanhamento a numerosos músicos estrangeiros. É também desse período o seu trabalho como professor da Escola de Jazz do Hot Clube de Portugal. Na área da música popular , e igualmente nessa altura, participa como pianista acompanhante em numerosos discos de artistas nacionais. Destaca-se a sua colaboração com Fausto (‘Por este rio acima’), José Mário Branco (‘Ser solidário’) e Sérgio Godinho. Foi com este último que desenvolveu um trabalho mais intenso: acompanhou-o em espectáculos e colaborou, primeiramente como músico (1981), no disco ‘Canto da boca’, sendo mais tarde (1983) o arranjador e director musical do álbum ‘Coincidências’ Em 1992, depois de oito anos em França, regressa a Portugal e, de imediato, reconstitui as relações profissionais que interrompera em 1984. Colabora, então como arranjador e director musical no álbum que Vitorino compõe sobre textos de António Lobo Antunes ‘Eu que me comovo por tudo e por nada’ (1992). O excelente trabalho que assina neste disco não passa despercebido da crítica, merecendo-lhe uma distinção especial: o Prémio José Afonso - galardão que a Câmara Municipal da Amadora atribui anualmente aos melhores trabalhos da música portuguesa - pela primeira vez entregue a um arranjador. Com Sérgio Godinho, companheiro de outros tempos agora reencontrado, grava ‘Tinta permanente’ (1993), em que se encarrega dos arranjos e direcção musical, tarefa que se estende igualmente aos espectáculos, sendo de destacar a encomenda de Lisboa'94 levada à cena no Coliseu dos Recreios. Ainda em 1993, funda com o pianista Mário Laginha a orquestra de câmara ‘Almas e Danças’ que, em Março de 1995, deu um concerto memorável no Centro Cultural de Belém. Em 1994, trabalha em ‘L'Amar’, o disco de estreia de Filipa Pais, para quem compõe três temas , faz os arranjos e a direcção musical. Simultaneamente, realiza uma série de improvisações na Cinemateca Nacional como acompanhante de filmes mudos e actua como solista com a Orquestra do Norte. Colabora regularmente com músicos como Tomás Pimentel, Carlos Martins, Pedro Caldeira Cabral, Mário Laginha, Pedro Burmester e Maria João, entre outros. Dessas colaborações resultam numerosos concertos e a participação em mais um disco, ‘Descolagem’ (1994), o álbum estreia do septeto do trompetista Tomás Pimentel. Juntamente com Jorge Reis, Mário Franco e José Salgueiro, forma o quarteto de João Paulo. É com esses músicos que grava ‘Serra sem fim’, o primeiro disco em seu nome e que constitui, actualmente, o núcleo da sua actividade musical. Sérgio Godinho: ‘1980. Tinham-me vindo falar dele, o Zé Carrapa e o Luís Caldeira, e segredavam-me o seu nome como se de um mistério se tratasse: ‘Há um tipo que se chama João Paulo , que se senta ao piano e ...’. Sobravam os elogios. E de facto o João Paulo entrou com o seu piano pelo ‘Canto da boca’ dentro, passeou o seu fulgor de intérprete e arranjador pelo ‘Coincidências’, pelos meus primeiros Coliseus, por muitos espectáculos que me marcaram. Foi para França, perdi-lhe o rasto. E, depois, voltou ainda melhor e fez comigo o ‘Tinta permanente’. Devo-lhe alguns sons importantes da minha vida, e isso é de facto um mistério que me apetece partilhar: ‘Há um tipo que se chama João Paulo.’ Mário Laginha: ‘O João Paulo é um músico com características raras. O seu enorme talento abarca a composição, a interpretação e a improvisação. Tem uma imensa inteligência musical e é ainda um músico muitíssimo estimulante para partilhar ideias, opiniões e experiências. Nos dias que correm, ouvir música inspirada não é, na minha opinião, de todo vulgar. A música do João Paulo é! Gozemos o privilégio de a ouvir.’ Vitorino: ‘Palavras para quê? O que é bom é ouvi-lo ao vivo. Não cede nem um milímetro no esssencial. É senhor de umas mãos prodigiosas e de um grande talento. E é um grande amigo! Chama-se João Paulo Esteves da Silva.’ DISCOGRAFIA: Com Sérgio Godinho: ‘Canto da boca’ (Polygram, 1981); ‘Coincidências’ (Polygram, 1983);’Tinta permanente’ (EMI, 1991) Com Fausto: ‘Por este rio acima’ (CBS/Sony Music, 1982) Com José Mário Branco: ‘Ser solidário’ (Edisom, 1982) Com Vitorino: ‘Eu que me comovo por tudo e por nada’ (EMI, 1992) Com Septeto de Tomás Pimentel: ‘Descolagem’ (El Tatu, 1994) Com Filipa Pais: ‘L'Amar’ (Strauss, 1994) Em nome próprio: ‘Serra sem fim’ (Farol, 1995); ‘Almas e Danças’ (Farol, 1996) 'O exilio' - joão paulo: piano, carlos bica: contrebasse, peter epstein: saxophones (Marecordings 1999) 'Almas' - joão paulo: piano, carlos bica: contrebasse, peter epstein: saxophones (Marecordings 2000) 'Esquina' - joão paulo: piano, peter epstein: saxophones (Marecordings 2000) 'Nascer' - usa/japon - joão paulo : piano, ricardo dias: accordéon, peter epstein : saxophones avril (Marecordings 2001) 'Roda, les suites portugaises' - empreinte digitale/nocturne - france joão paulo en piano solo (juin 2002)
 
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