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SS que canta falou...
08-12-2018
 
José Duarte – na sua formação musical há um ‘curso’ de ‘Formação Musical Jazz’ com Pedro Costa durante 1 ano pergunto qual ano e se este lhe foi útil e porquê
 
Sameiro Sequeira – Em 2006, 2007? Por aí. Não se tratou de um curso, mas sim de aulas "soltas".  Na verdade, inscrevi-me nas aulas de piano com o Pedro Costa, não para aprender a tocar piano, mas sim com o objectivo de ter alguma teoria musical Jazz. Achei que seriam mais efectivos esses conhecimentos a partir de um instrumento como o piano em vez de ter aulas teóricas. Interpretação de partituras, cifras, linguagem etc.  A dada altura, quando parti para aulas de canto jazz,  fez sentido para mim, complementá-las com essas aulas de piano/formação jazz assim como com aulas de combo jazz. 
 
JD – tem ainda entre outros ‘Canto Jazz’ com Sofia Ribeiro e que valor teve e se praticaram improviso
 
SS - Tentei sempre ter aulas de canto de variados estilos (fui mudando ao longo do tempo) para não ficar "presa" a uma linguagem/ estilo ou com "vícios" vocais. A ter vícios vocais (que os tenho) que venham de dentro. As aulas com a Sofia foram super importantes nesse contexto do Jazz e adorei o período em que estive com ela e ajudou-me a superar algumas dificuldades técnicas daquelas teimosas. Sim, praticamos algum improviso, se bem que me estou a lembrar da Sofia dizer que eu improvisava sem qualquer dificuldade, mas que a minha linguagem era tudo menos Jazz (eheh). Olhando agora para trás, acho que aquilo devia soar a jazz com vocalizos celtas ou algo do género - A Sofia ainda passou os seus bocados comigo, desculpa, Sofia 
 
JD – participou em 2008 num festival em Vasteros na Suécia e Aarhus na Dinamarca / conheceu o dinamarquês Bent Jensen especialista em jazz e proprietário de um clube jazz? atuou nos 2 países? com quem?
 
SS – Com as meninas que são actualmente o Jogo de Damas. Aliás nós conhecemo-nos as 3 (eu e a Barbara à Fátima) na viagem à Dinamarca. Não actuamos aí, fizemos imensos workshops no âmbito do Festival Acapella e a isso dedicamos o tempo que lá passamos, onde aprendemos um pouco de variadas coisas e viemos de lá com uma vontade imensa de trabalhar harmonia vocal. Assim surgiu o quarteto Jogo de Damas.
 
JD – cumo lhe pareceu a aceitação jazz em países escandinavos?
 
SS – Nós estivemos lá num contexto de grupos vocais. Mas nesse contexto, sim, o Jazz é muito bem aceite. Exemplos disso, são grupos fantásticos e mediáticos como os Real Group e os Touché. Mas nesses países o que observei é que os grupos vocais, independentemente do estilo, são bastante difundidos e comuns. Os de Jazz não fogem à regra.
 
JD – fale-nos de suas iniciativas presentes entre as quais a ‘Ela’ música ou Música? portuguesa de autor
 
SS – Só "Ela", neste caso eu  Um disco em que canto a solo. Não é de Jazz, mas pode-lhe ter ido buscar uma ou outra influência, assim como outras tantas. Sim, portuguesa de autor, neste caso é o Pedro Quezada. Está para sair.
 
JD - e ‘Manhattan Music em eventos’ evento sinónimo de acontecimento?
 
SS – Manhattan, Música em eventos. Sinónimo disso mesmo  um grupo de música para actuar em eventos, uma outra linguagem, lá está. Mas sim, dentro do devido contexto, tentamos que seja sempre um acontecimento, são as expectativas de quem nos contrata e as nossas também.
 
JD – e o que aqui a trouxe o cd das 4 damas melhor ‘Jogo de Damas’ o segundo já no mercado e que é chamado: ‘Too Close’ – sobre ele fale-nos sobre a dificuldade de com a sua defrontar outras 3
 
SS – Quando nos defrontamos, acrescentamos sempre qualquer coisa de positivo ao projecto e à nossa relação. Então, se calhar não vou dizer que nos defrontamos, mas sim que nos complementamos. É esse o segredo para as coisas correrem bem, o confronto, o respeito, o trabalho e o prazer. 
 
JD – e cumo correu a colaboração sempre essencial dum trio de piano desta vez Paulo Gomes e outros jazzmen
 
SS – O que são umas damas sem os seus cavaleiros? Afinal não estamos na Escandinávia  Cantar acapella sim, mas estes fabulosos 3 (Paulo Gomes, Miguel Ângelo e Acácio Salero) mandam o concerto para outra escala e dá-nos cá um gozo. O Jogo de Damas tem, digamos, 2 menus: o Acapella funciona muito bem em sítios mais intimístas, mas se querem ver um auditório a vibrar é mandar vir os menú das Damas com Valetes 
 
JD – ainda bem que o cd se chama apenas ‘Too Close’ e não ‘Too close for comfort’ cumo devia estar escrito na disco que é cumo está no LP e CD de Sinatra… e o solo de Mortágua que tal?
 
SS – Tem razão, José Duarte, tem razão, ainda bem.. comfort tem que ser comfort em qualquer lugar. O Mortágua foi, para mim, que não o conhecia muito bem, uma agradável, vá, uma super agradável surpresa.  Aquele solo põe qualquer música no lugar  Ele é muito bom, genuinamente bom, fiquei fã
 
JD – a impressão com que fica um ouvido um escutar vulgar é que os arranjos são dificeis os das vozes não o seu uma das vozes
 
SS - Os arranjos do Jogo de Damas são difíceis, complexos e intrincados, com dissonâncias... Mas, e sei que posso falar também pelas minhas colegas, que piada teria cantar em harmonia se não fosse assim? Precisamos de tempo e método para montar as peças e trabalhar o "blend" das vozes, mas é impagável a sensação da música a começar a soar..
 
JD – está mais ligada jazzisticamente ao Porto cumo tantos e tantas…  porque será?
 
SS - Bem, se estou de alguma forma ligada jazzísticamente ao Porto, será mesmo por ser do Porto.
 
JD – o público sabe ouvir a Música que canta? a solo ou em 4teto
 
SS – Até agora não tive de que me queixar, em nenhum dos panoramas, felizmente.
 
JD – já cantaram onde no Porto?  e em Lisboa? 
 
SS - Já cantamos muito no Porto, Norte em geral. Para Lisboa e Sul em geral, aguardamos convites,
seriam bem-vindos  Temos tido muito apelos, convites é que não. Mas gostavamos mesmo de ir jazzar para Sul.
 
JD – tem preferências por vozes femininas e de Homens? peço que as revele 
 
SS – Posso diversificar?? David Sylvian, Kate Bush, Anna Maria Jopek, Chet Baker, Joni Mitchell, Mónica Salmaso.. e em Portugal,  Jorge Palma e Teresa Salgueiro.
 
JD – ouve jazz na Rádio? na RTP  antena 1 e 2 com jazz permanentemente?
 
SS – Sim, gosto de ouvir e ouço os programas de Jazz que passam na Rádio. 
 
JD – obrigado por esta fala e pela sua voz…
José duarte
 
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