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De: Rui Carvalho
Para: 
Assunto: Música em Manaus
21-06-2017
 

Nasci em Lisboa e saí de Portugal em 1972. Tinha 17 anos. Nunca mais voltei a viver em Portugal.

No entanto, foi graças ao programa  "Cinco minutos de Jazz", que eu escutava com devoção todas as  noites, que eu me interessei pelo jazz. Aquele tema, um blues cuja autoria eu desconhecia, ficou gravado na minha mente. Volvidos 20 anos após a minha saída de Portugal, 1992, estou num voo da Tap entre São Paulo e Lisboa e no canal de bordo do jazz, surge o blues que então descobri ser de Lou Donaldson. Conhecia então o autor do tema. Lou Donaldson era um nome para mim familiar, porque eu tocava um arranjo dele escrito por John Fedchock (com quem vim a trabalhar  20 anos depois). Digo,  tocava, porque após a minha saída de Portugal eu acabei me tornando músico. Iniciei na Suécia onde morei entre 72 e 78. Consolidei  no Brasil,onde vivo há quase 40 anos. Primeiro São Paulo. Nos últimos 16 anos, Manaus. Virei arranjador e band leader. Sou o diretor artístico do Festival Amazonas Jazz cujas edições realizei entre 2006 e 2014. Aqui também dirijo a AMAZONAS BAND uma big band que montei ao ser convidado para trabalhar no Amazonas em 2001 e com quem realizei alguns trabalhos. Alguns deles disponíveis no you tube, outros mencionados no google.

Envio-lhe um mp3 de uma composição do Jobim, "O Morro não tem vez", numa versão que escrevi para o meu saudoso amigo Vinícius Dorin ( por muitos anos saxofonista de Hermeto) e com que fizemos essa gravação ao vivo no Festival Amazonas Jazz em 2009.Qualidade bastante limitada, mas dá para ter uma ideia do que faço na vida.

Estes dias eu estava pensando nas pessoas que por vezes nem conhecemos e que, no entanto, são decisivas na nossa existência. Não fora pelos Cinco Minutos de Jazz, não teria trabalhado com nomes que admiro como Dorin, Liebman, Fedchock, Mintzer, Jeremy Pelt, Jimmy Greene, Ed Sarath, Daniel Barry, Cláudio Roditi, Gilson Peranzzetta, Mauro Senise, Leila Pinheiro e tantos outros com quem tive a honra e a alegria de dividir o palco, sequer teria podido organizar um Festival de Jazz internacional aqui em Manaus, trazendo ao Brasil nomes que vão de Paquito, Rubalcaba e Eddie Palmieri a Liebman,Mintzer, Lous Hayes, Hermeto,Gismonti,Roditi, apenas para citar alguns nomes que me vêm à cabeça de momento.

De forma que, caro senhor permita-me lhe dizer:

MUITO OBRIGADO POR TER CONTRIBUÍDO PARA QUE EU SEJA QUEM EU SOU.

ps: Espero que goste do arranjo que aqui vai e se eu puder ofertar alguma coisa para a minha terra na minha área, por favor, avise-me porque eu teria imenso gosto em mandar para big bands em Portugal tudo o que tenho escrito. Sem ônus.

Com sinceridade

Um forte abraço.

Até sempre

Até jazz

Rui Carvalho


 
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